Formação e Cultura Geral

19 de Janeiro de 2009

A Auto-Formação pessoal e profissional é um aspecto bastante importante do candidato a empreendedor. Mesmo após a criação do seu negócio é importante mantermo-nos informados e sedimentar a nossa cultura geral.

Existe um website que visito bastante, no qual recolho alguns ensinamentos importantes.  O MIT OPENCOURSEWARE é uma publicação web-based do MIT nos EUA, onde virtualmente se disponibiliza todos os cursos do MIT. Não é necessário qualquer registo. A única obrigação é saber bem Inglês.

A leitura destas notas, aulas, exames e vídeos não conferem qualquer grau académico por parte do MIT.


Crise ! Qual crise?

19 de Janeiro de 2009

Para além da componente informativa sobre a criação de empresas, e tudo o relacionado com esta temática, vou também debruçar-me sobre a política que os nossos (des) governantes aplicam no nosso dia-a-dia, e que muitas vezes contribuem para o sucesso ou insucesso das iniciativas empresarias.

 

Primeiro ponto : não tenho partido político. Sou como muitos dizem, completamente apolítico. Segundo ponto : sendo apolítico há uma coisa que muito menos sou – não sou socialista.

 

Analisando a evolução político-económica dos últimos 30 anos, afirmo sem qualquer ponta de dúvida que Mário Soares foi o pior primeiro ministro de toda a nossa história. É interessante verificar que esta pessoa tem uma Fundação com o seu nome, e que segundo parece até tem dotação directa do nosso orçamento de Estado. Porque será? O melhor primeiro ministro, e esta é a minha opinião, foi Cavaco Silva. Portugal até foi considerado um aluno brilhante da CEE e nessa altura até ultrapassou a Grécia e Irlanda. Hoje como se sabe estamos atrás da Grécia, muito atrás da Irlanda e quase todos os países que agora entraram nos ultrapassaram. Enfim, é triste dizê-lo mas esta é a realidade.

 

Por outro lado vivemos numa democracia, que de democrática tem pouco. Continua a haver meia dúzia de privilegiados, não há concorrência em sectores chaves ( comunicações, energia, abastecimento de água; etc ) e quem é pobre cada vez está mais pobre.

 

Dizia-se que Salazar era um tirano porque as pessoas não tinham liberdade, havia feudos económicos e porque as pessoas passavam fome. Por acaso hoje em dia não estamos na mesma? Há idosos que não ganham para os remédios. Se comem morrem da doença e se compram os medicamentos morrem de fome.  A liberdade de expressão é um mito. Se dizemos o que pensamos arriscamos a ficar sem emprego. Há blogs como no SAPO em que as opiniões contra o governo são muitas vezes riscadas e não publicadas. A mim já me sucedeu isto.

 

Os nossos governantes vivem da demagogia. Muitos deles não têm formação nem competências para exercer a função para a qual estão empossados. O cartão de filiação partidária é tudo o que é necessário para exercerem essa função. Quando os cargos são distribuídos, são feitos de acordo com o lugar disponível e não com a competência. Faz-me confusão ver um advogado na saúde, um economista na educação e um historiador nas finanças. Mais confusão me faz ver pessoas que já passaram por vários Ministérios. Exemplo : António Costa. E quando não há cargos no governo, há uma qualquer Câmara Municipal à espera, ou um outro qualquer cargo público.

 

Outro aspecto menos positivo da nossa governação tem a ver com os cargos que a estas pessoas são atribuídos quando deixam o governo, sejam por serem corridos seja por apresentarem a sua demissão. Fernando Gomes e Armando Vara são sinónimos de incompetência, mas admiração das admirações têm sempre grandes cargos à sua espera.

 

Os mais competentes, normalmente não seguem a vida pública. O que ganham no privado ultrapassa em muito aquilo que podem ganhar na governação. Assim sendo levamos com os menos capazes, não só no Governo mas na gestão de empresas públicas. Estes até ganham bem demais para aquilo que fazem e produzem, e no caso de serem despedidos por incompetência até são premiados com outro cargo noutro sítio qualquer, mas sempre com os bolsos cheios de uma indemnização que não devia ser paga, E aqui pergunta-se? Quando é que estas pessoas são responsáveis pelo pagamento de coimas e indemnizações pela gestão (?) que fizeram nos cargos que o Estado lhe entregou.

 

Outro mito tem a ver com a qualificação das pessoas. E aqui trago o exemplo de António Borges. Não coloco em causa as suas aptidões profissionais e académicas. O que ponho em causa é a forma como os seus méritos são proclamados, quando aquilo que fazem não tem a importância que nos querem fazer crer. António Borges foi colocado nos píncaros da lua, porque diziam os nossos escribas da comunicação social, o senhor era Vice-Presidente da Goldmans Sachs.

 

Nos países anglo-saxónicos, nomeadamente nos Estados Unidos, a função de vice-presidente nada tem a ver com a mesma função em Portugal. Por cá o vice-presidente é aquele que substitui o Presidente, e normalmente é o número dois da organização. Nos países anglo-saxónicos ser Vice-Presidente, sendo um cargo com alguma importância, é ter a seu cargo um determinado departamento como por exemplo recursos humanos, vendas, etc, ou mesmo a gestão de um determinado produto. Só há bem pouco tempo é que esta questão foi esclarecida pela Comunicação Social, mas durante alguns anos as pessoas não foram informadas, antes desinformadas.

 

José Sócrates quando entrou para o Governo teve o mérito de impor metas e não governar para sondagens. A maioria absoluta dava-lhe algum conforto. Foi-nos informado que teríamos de fazer sacrifícios    ( mais uma vez ), e que estes nos permitiriam encarar o futuro com mais tranquilidade. As contas públicas teriam de ser colocadas na ordem, dizia ele. Concordo com esta ideia.

 

O que aconteceu posteriormente foi mau demais para ser verdade. O Governo mostrou ser arrogante, protegeu os poderosos, afrontou os micro, pequenos e médios empresários e começou a governar para as sondagens. É incrível vivermos num País que continua a pagar pensões de miséria, e onde os idosos e as crianças não têm acesso por exemplo a um dentista, a não ser, claro está, que tenham dinheiro para pagar uma consulta. A nível da saúde aposta-se pouco ou nada na prevenção. Os Centros de Saúde são geridos para dar lucro. E a demagogia política chega ao ponto de se pagar abortos. Nada tenho contra o facto de as mulheres abortarem. Estão no seu direito. O que não concordo é que seja eu a pagar.

 

Paralelamente o Estado paga Rendimento mínimo de inserção a pessoas novas, capazes de trabalhar. A etnia cigana continua a usufruir destes benefícios e aposto que nem 1% desta etnia paga impostos. Tudo porque estas pessoas garantem votos!

 

Há 6 meses o Ministro da Economia, o Sr. Pinho, dizia que a crise tinha ido embora. O Ministro das Finanças, o Sr. Teixeira, comungado pelo seu chefe Sr. Sócrates, vinham dizer que Portugal estava imune à crise! As previsões de algumas instituições Europeias diziam isso, e estes senhores todos ufanos diziam que o mérito era dos Portugueses. Tínhamos feito bem o trabalho de casa. As nossas contas públicas estavam controladas, blá, blá blá… A oposição era arrasada, sobretudo o PSD, porque no tempo deles as contas públicas estavam descontroladas. Que eram uns incompetentes. Por acaso não estamos na mesma?

 

Em Setembro deste ano algumas previsões começaram a dizer que o nosso País, o tal que segundo o Economist tem o pior Ministro das Finanças dos 27 ( sim leram bem, o pior ! ), ia entrar em recessão e que o nosso défice ia aumentar.

 

O sr. Teixeira veio logo a correr a dizer que a culpa era da crise internacional. Então em Agosto estávamos imunes e agora não! Ontem ( dia 18 Janeiro 2009 ) vemos que afinal o nosso défice em 2009 deverá ser de 4,9% (!!!), o crescimento vai regredir em quase 2% e estes senhores ainda têm a lata de culpar a crise, quando um diz que esta já tinha ido embora e o outro dizia que estávamos imunes! Que credibilidade tem esta gente? O mesmo estudo afirmava que a taxa de desemprego devia chegar aos 10% !!! Se considerarmos que a nossa população activa é de cerca de 6 milhões de pessoas, significa 600.000 pessoas sem emprego. E se considerarmos uma média de 2 pessoas por agregado familiar significa cerca de 1 milhão e 200 mil pessoas que vão passar dificuldades. São mais de 10% do total de população!!! Incrível.

 

Se está a pensar criar o seu negócio tenha isto em atenção. Vivemos num País em que os nossos Governantes não são bons gestores, antes malabaristas.  A promoção da actividade empresarial por parte do governo, tem como primeira ideia base o pagamento de impostos. Não se esqueçam que têm de pagar impostos adiantados, sobre supostos lucros que irão ter. Alimentam também a segurança social   ( e ainda bem ) mas também alimentam o Rendimento Mínimo          ( ainda mal ). O governo não os vai apoiar em nada, e mais depressa apoia uma multinacional que cria, é verdade, no imediato postos de trabalho, mas que recebe em troca benesses que vão da isenção de impostos à construção total das unidades produtivas. Quando lhes der jeito vão embora, e o Estado fica a arder, porque mesmo tendo contratos assinados que pedem a reversão dos montantes atribuídos, o Estado não os cobra, com medo da multinacional não voltar a investir no País.

 

Vivemos num Estado e num regime ( não só em Portugal mas quase em todo o lado ) que de democrático nada tem. As disparidades sociais dispararam para níveis nunca dantes julgados possíveis. Se nada for feito, no médio e longo prazo pode ter consequência sociais imprevisíveis .

 

Já dizia o ditado … “ casa onde não há pão, todos ralham e têm razão.”

 


Os Mitos sobre Empreendorismo

19 de Janeiro de 2009

Ser empresário hoje em dia, ou empreendedor como está na moda chamar, não é mais do que uma atitude que revela coragem e acima de tudo ter os destinos da sua vida profissional nas suas mãos.  

 

No passado os empresários eram olhados como alguém com inteligência acima da média. Tinham um status social elevado e a eles as pessoas recorriam para os mais variados fins. Quando hoje verificamos as suas competências, verificamos que a sua preparação era quase nula. Não se importavam com o mercado, este é que tinha de procurar os seus produtos e serviços. A estrutura organizacional era muito rudimentar e o promotor tinha a seu cargo toda a gestão, produção e distribuição do produto. Eram facilmente identificáveis, não só pelos sinais de novo-riquismo, mas também pelas viaturas que conduziam e pela forma como vestiam.

 

Após o 25 Abril 1974, muitos foram vistos como reaccionários e fascistas, mesmo não o sendo, e alguns negócios sofreram com esta nova forma de encarar a sociedade empresarial. Não houve neste período, que eu localizo entre 1974 e até à adesão à CEE, grande inovação nem renovação do tecido económico.

 

Com a entrada de Portugal na zona da comunidade europeia, e com a chegada dos fundos estruturais para o desenvolvimento do País, assistiu-se de facto a uma grande dinamização do tecido Empresarial. Infelizmente os nossos Governantes não souberam aproveitar esses fundos e hoje em dia, como sabemos, até servimos de exemplo a Países que recentemente entraram, os quais vêem Portugal como exemplo a não seguir nesta matéria.

 

Uma nova era com novos empresários chegou. Novas ideias, novos produtos e serviços e alguma tentativa de gerir. O que foi curioso verificar é que o surgimento destas novas ideias, manteve no entanto o dogma inicial do que era ser empresário. Este tinha de ter poder. Lembro-me de algumas pessoas  se referirem a um familiar como    “ … ele até tem uma empresa “. Ou seja era sinónimo de credibilidade para além do poder. Claro está que o facto de ser empresário, supunha uma boa situação financeira, um bom carro, viagens a rodos ( não só profissional mas acima de tudo férias ), ter empregados       ( que eram mais  vassalos ) e andar de fato e gravata. Sempre! Um empresário está sempre em reunião, em almoços ou jantares de negócios. As transacções comerciais eram feitas à mesa, bem regadas e muitas vezes com boa companhia.

 

As Universidades começaram a lançar para o mercado novos licenciados, os quais mesmo não sabendo nada eram Doutores  ( Drs. ). Não se dava reconhecimento ao valor mas sim ao canudo. Infelizmente esta designação caiu na vulgaridade.

 

As relações inter-pessoais nas Empresas viviam muito da luta entre os Doutores e Engenheiros e o resto dos funcionários. As Empresas não se modernizaram em termos de recursos humanos. Colocaram de parte a formação contínua e sobretudo, começaram a ser postos de parte aqueles que detinham o saber independentemente da sua formação escolar. Começaram a ser substituídos por gente mais nova, licenciada de preferência, que trabalhe de sol a sol e a fazer trabalho não especializado.

 

Nos tempos modernos, em Portugal,  ser empresário é isto mesmo. A maioria dos empresários de empreendedor não tem nada. O tecido das empresas é composto na sua grande maioria por micro empresários e profissionais liberais  que têm o seu próprio emprego. As grandes empresas e multinacionais que se instalaram em Portugal aproveitaram-se da nossa mão de obra barata, dos fundos e benesses que o Estado lhes colocou na conta bancária. Para este os impostos eram poucos ou nenhuns, e não havia contratos que regulassem a atribuição dos mesmos e a permanência das empresas no nosso País. O que estamos a ver é a deslocalização das grande multinacionais para outros países, onde os governos lhes estão a dar aquilo que nós demos há 20 anos.

 

A minha visão é que este as micro e pequenas empresas são aquelas que são mais responsáveis pela vitalidade do País. Porque são estas que pagam os impostos, são estas que ao fim e ao cabo mais sustentam o orçamento do estado, são estas que criam o emprego    ( não só por empregar outros mas sobretudo por não se deixarem a si próprios cair no desemprego ) e são estas a quem o estado não dá um centavo seja para criar emprego, seja para investir no desenvolvimento das Empresas.

 

O que falta ao empresariado é atitude. Para reclamar o que é seu por direito e para se adaptar aos tempos modernos. Saber que o negócio é como tudo na vida. Tem um princípio e algumas vezes um fim. E isto é algo que os empresários hoje em dia não entendem. Temos de acabar com aqueles empresários primeiro tiram para si e depois o que sobra vai para os seus colaboradores. Temos também de acabar com os horários intermináveis de trabalho e com a fraca gestão do tempo.

 

Quem quiser hoje em dia lançar a sua iniciativa empresarial pode contar com meios nunca antes existentes. O que futuro empreendedor tem de ter para além da sua atitude e coragem, é uma forte dose de dinamismo, capacidade de sacrifício, tenacidade e estrito cumprimento da ética empresarial. Criar uma empresa supõe também uma forte ligação com a comunidade. E isto tanto se aplica aquele que cria o seu próprio posto de trabalho como aqueles que criam mais emprego. A comunidade é o garante do nosso sucesso pelo que não podemos gerir sem prestarmos o reconhecimento do seu contributo.

 

Tudo começa com uma ideia. Depois passa por um objectivo que vai ou não concretizar-se. Mas convém não esquecer que esta iniciativa pode ter sucesso ou não. Mesmo que bem planeada e suportada em termos financeiros. Do nascimento da ideia à sua concretização há que estudar o mercado, saber as vantagens o que o nosso produto ou serviço pode representar, saber quem são os nossos competidores e depois fazer contas. Convém não esquecer aquilo que temos de pagar ao Estado e as nossas obrigações sociais com os colaboradores.

 

O que pretendo transmitir é uma mensagem de esperança, mesmo nos tempos difíceis. Ser empresário nos dias conturbados de hoje não é uma fatalidade. Há que ter os pés bens assentes no chão, cometer poucos erros, buscar as opiniões de quem sabe e rodear-se de uma boa equipa ao nível da gestão, marketing, comercial, contabilística e jurídica. Pode ter todas estas valências na gestão do seu negócio sem contratar ninguém, mas em regime de outsourcing. Quando comecei em 1991 isto era impensável na generalidade, exceptuando a contabilidade.

 

Resumindo temos de idealizar, estudar, quantificar, planear, executar e gerir. Todas estas fases serão objecto de desenvolvimento em futuros posts.

 

 

Um abraço. Fico a aguardar os Vossos comentários.


Ter um negócio por conta própria. A Razão das razões …

13 de Janeiro de 2009

Ao longo de 17 anos a trabalhar por conta própria, isto é a trabalhar para garantir os meus próprios rendimentos, cometi muitos erros e algumas omissões. Alguns erros não foram  erros, antes fracassos. Rotundos e que originaram alguma desilusão. Em alguns seminários que tenho feito, foi-me sugerido criar um blog. A ideia seria disponibilizar experiências que pudessem ajudar outros a não cometer os erros que cometi. A princípio tive algumas reticências. Agora julgo ser a altura ideal para lançar este blog.

 

O nome  que encontrei para este blog é fiodanavalha. E porquê fiodanavalha ? Porque muito simplesmente ter um negócio por conta própria é estar no fio da navalha. Numa fronteira onde tudo é seguro, mas que de repente se pode tornar perigoso. Mortalmente perigoso    ( para o negócio está claro ) ! O que pretendo é transmitir a minha experiência aos outros. Sobretudo aqueles que não têm fortuna própria, e que muitas vezes têm de recorrer a outros para angariarem capital. Para aqueles, como eu, que não têm formação universitária ou qualquer outra formação que os capacitem convenientemente para todas as variáveis da gestão de uma iniciativa empresarial.

 

Nestes finais do ano de 2008, o Mundo viu-se confrontado com uma série de crises. Do petróleo, do subprime nos Estados Unidos, das Bolsas e da Banca. Assistimos incrédulos à injecção de capital por parte de diversos Governos à Banca, por forma a evitar a uma debacle da economia. Mais incrédulos ficamos quando verificamos que estes apoios são dados aos Bancos, quando estes, sobretudo em Portugal, apresentam lucros maiores quanto maiores são as crises que atravessamos. Porquê o apoio a estas entidades? Porque não deixar o mercado funcionar e deixar cair os Bancos como estes fazem a qualquer Empresa que não lhes pague os seus empréstimos? Estas são as perguntas que todos fazemos, mas quem tem a responsabilidade de responder não o faz, ou dão-nos respostas que não nos convencem.

 

Em Portugal assistimos aos escândalos do BPN, do enriquecimento fraudulento por parte de um seu antigo presidente, vemos a Bolsa a cair cerca de 70% num ano, e vemos também um Banco de investimento a ser salvo por um sindicato bancário. Vemos o nosso Governo a asfixiar as Empresas e trabalhadores e a premiar gestores que de competentes nada têm, antes um cartão de militante partidário que é hoje em dia melhor do que qualquer curriculum.

 

Assistimos impávidos e serenos ao desmoronar de alguns ideais tidos como certos. Verificamos que aquilo que hoje é correcto, já não o é amanhã. Sentados na nossa poltrona assistimos ao desfile de vaidades que nos são mostrados pela Comunicação Social. Daqueles que mentem descaradamente acerca dos seus méritos, quando afinal eles não representam tanto como isso.

 

Quando comparo o Portugal de hoje com o Portugal de 1981, ou seja quando eu tinha 20 anos, reparo que o País evoluiu nas estruturas. Temos melhores estradas e vias de comunicação. O País tem um desenvolvimento tecnológico incomensuravelmente melhor, mas para mim não tem o mais importante : a educação das pessoas e sobretudo dos nossos jovens.

 

A educação hoje em dia vive de estatísticas. Os Governos têm medo de afrontar os professores e não fazem as reformas que deviam fazer. Claro está que não é só na educação que isto acontece. A Justiça é outros dos problemas e o outro é a credibilização da política e dos políticos. Falta criar normas que imponham uma gestão séria dos recursos e a responsabilização dos gestores públicos.

 

Assim sendo o País não evoluiu. É escandaloso verificar que um Licenciado em Gestão, muitas vezes não tem o mínimo de conhecimentos para exercer um cargo de gestão, mas antes uma qualquer função não especializada. É escandaloso verificar que a grande maioria dos nossos licenciados não tem um mínimo de cultura geral, e pasme-se não sabem escrever Português.

 

Criou-se uma cultura em Portugal, da qual os nossos governantes são os principais culpados, onde tudo é possível com pouco trabalho. Que não vale a pena fazer bem, porque dá trabalho e não nos pagam mais por isso. De sermos coniventes com o status quo porque inovar pode causar problemas ao poder instituído. Anda tudo à volta do poder, e não convém enfrentá-lo.

 

Hoje em dia criar uma iniciativa empresarial é completamente diferente de há 20, 15, 10 anos atrás. O Mundo evoluiu, não sei se para melhor, mas hoje em dia as mentalidades são diferentes. Basta ver que quando comecei há 18 anos atrás, criar uma Empresa era mais moroso, e sobretudo mais caro. Hoje uma empresa pode-se criar em 24 horas. Mas hoje como antes, não é dada aos empresários ( não gosto muito do nome como mais tarde vou ter a oportunidade de explicar ) toda a informação decorrente da criação de uma Empresa. Quais os passos seguintes ? Quais as normas que devem obedecer a sua actividade ? Na grande maioria das vezes os empresários são autodidactas e só a sua motivação os leva a procurar as respostas que já deveriam estar disponíveis mal iniciassem a sua actividade.

 

Criar uma Empresa é um acto importante. O nome da Empresa hoje em dia tem de ser pensado ao pormenor porque existe algo que não existia antes : a Internet ! Quando se pensa num negócio o nome tem de ser webizável ( um palavrão que também não existia ), ou seja facilmente entendível em Portugal, mas também nos antípodas.

 

Mas o caro leitor pode perguntar-me : se isto tudo é assim tão mau porque é que devo pensar em criar uma iniciativa empresarial ?

 

Como em tudo na vida, há os prós e os contras. Se no passado as Empresas se criavam com um objectivo de gerar riqueza, criar emprego e sobretudo expandirem-se para mostrar vitalidade, hoje em dia muitas das iniciativas destinam-se a criar o seu próprio posto de trabalho. Os ideais de gerar riqueza mantêm-se mas a expansão para outros mercados já não é tão evidente. Criar emprego também não é assim tão importante porque as estruturas não se pretendem pesadas, antes flexíveis de forma a acompanhar a evolução das economias.

 

A decisão de criar o seu próprio negócio deve ser uma ideia convenientemente analisada. Participada com os seus familiares e amigos. Colocar nos pratos da balança as vantagens e desvantagens desta sua decisão. Só após toda esta análise deve avançar para o estudo doutras envolventes.

 

Convido o caro leitor a visitar este nosso blog, porque nele irá encontrar algumas informações que podem ser importantes no seu processo de decisão, ou no caso de ter iniciado a sua Empresa e negócio, ferramentas de apoio à evolução da sua actividade.

 

Por último dedico este post aos meus filhos e minha esposa, luz dos meus olhos e razões principais da minha vida.